Com amor, Simon conta a história de um menino que teme ter sua sexualidade revelada. Simon é gay e se relaciona por e-mails anônimos com um menino da sua escola que também divide o mesmo segredo e seu nome anônimo é “Blue”. Ambos não revelam sua identidade, por um descuido Simon tem seus e-mails roubados, ele faz de tudo para que eles não sejam revelados no “Creeksecrets”, página do Tumblr com todas as fofocas do colégio.
Com amor, Simon é uma ótima escolha para quem procura representatividade ou apenas gosta de filmes e livros desse gênero. Porém o filme tende a ser mais “colorido” ou “aumentativo” em relação ao livro ou até mesmo questões reais. Eis alguns exemplos:
Quando Martin se humilha para Abby, no filme o teor de humilhação foi altíssimo, teve plateia, a escola toda viu. Quando no livro ela só rejeita seu pedido.
No filme seus amigos ficam irritados com Simon após descobrirem que ele é gay, no livro eles são extremamente compreensíveis.
Outro ponto é todos apoiarem Simon a ir na roda gigante, neste aspecto “coloriu” demais a realidade. A homofobia foi camuflada com sorrisos e apoio, o que não é verdade na realidade de muitos, deveria mostrar casos reais para um filme que mostra representatividade.
A reação da mãe de Simon depois dele ter se assumido, no filme, causa uma comoção genuína, algo muito bonito de se ver. No livro ela receia ele e Nick dormirem juntos…
Também um fato interessante para vocês leitores é que tem a continuação do livro Com amor, Simon porém na perspectiva de Leah a melhor amiga de Simon, ao contrário do filme Leah está em um processo de descobertas.
O Filme foi engraçado, emocionante e aflito, o mesmo se encaixa no livro.
“Eu tenho pensado no porquê de não ter me assumido ainda. Talvez seja porque eu queira me segurar naquilo que eu sempre fui.”
-Simon Spier
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